terça-feira, 14 de março de 2017

A feminilização da Igreja: un instrumento de fusão com a revolução

A tendência à feminilização da Igreja, manifestada pelo papel cada vez maior concedido às mulheres na Igreja, sofreu uma guinada doutrinária quando o papa João Paulo I declarou: "Deus é Pai, e mais ainda, Ele é Mãe". Essa declaração, no Angelus de 10 de setembro de 1978, foi um alívio para o pendor dos progressistas para a efeminação. Com suas palavras ("mais ainda", più ancora, em italiano), o elemento feminino de Deus ofusca o de Deus Pai. O feminino supera o masculino.

Nos termos de Teilhard de Chardin, o feminino é o "envoltório de Deus", pois o encanto feminino envolve a Trindade e atrai a Trindade á realização de "movimentos" divinos, ou seja, "a Criação do Universo e a Encarnação do Verbo. As três Pessoas da Trindade teriam uma 'fraqueza' romântica e teriam sido enfeitiçadas pelos atributos do Eterno Feminino" (vide a obra L’Eternel Feminin).

Podemos extrair dessa referência de João Paulo I a Deus como sendo nossa "Mãe" como essa feminilização geral existe no topo da Igreja, no Trono de Pedro. E isso não terminou com João Paulo I. Em 1989, João Paulo II deu seu beneplácito, afirmando que buscava "o eterno feminino" e, novamente, em 1999, ele "louvou Deus como Mãe". 

Essa tendência à efeminação também se manifesta na perda do espírito viril que vem caracterizando a militância católica. Toda a ênfase hoje está na tolerância, na adaptação, na renúncia e ao serviço (características femininas) em detrimento da intransigência, da combatividade e do espírito de conquista e comando, que são características masculinas. 

Essa feminilização generalizada da Igreja corresponde ao ideal das Forças Ocultas de impor uma única ordem ao mundo sob o tacão de um governo único.

Numa Igreja feminina, Céu e inferno se ‘harmonizam’ 


Esse ideal de uma característica feminina predominante abriu caminho há muito tempo na Poesia, na Filosofia e na Música. O poeta alemão Goethe, na segunda parte de Fausto, encerra a obra exaltando "o eterno feminino". As últimas palavras da obra são, "O eterno feminino nos atrai ao alto" (Das Ewig-Weibliche Zieht uns hinan).

Um grande amigo de Goethe era o poeta e dramaturgo alemão Johann Friedrich von Schiller, um maçom e seguidor de Kant. Em sua obra Ode à Alegria (1785), um dos poemas mais festejados da história da Literatura, ele expressou sua crença universalista. Isso já havia sido afirmado por Victor Hugo em seu poema La Fin de Satan (O Fim de Satanás), no qual o anjo feminino (L'ange Liberté) a filha favorita de Lúcifer antes de sua queda, pede permissão a Deus para ir ao Inferno para negociar com Satanás. Esse anjo convence Satanás a reconciliar-se com Deus.

A música de Beethoven traduz o ideal da Revolução

Ludwig van Beethoven, por sua vez, musicou a Ode de Schiller em sua Nona Sinfonia, especialmente no quarto e último movimento (Presto). Numa série de partituras sísmicas instrumentais, de solo e de coral, que duram mais de 24 minutos, o ouvinte é praticamente esmagado. O gênio musical de Beethoven expressa sua capacidade de influenciar o público com suas crenças na salvação universal.

Ele acreditava, como acreditavam Goethe, Hugo e Schiller, na reconciliação final entre Deus e Satanás. A letra da Ode à Alegria reflete mitologias teístas e pagãs. Embora Beethoven fosse nominalmente católico, ele nunca ia à Santa Missa aos domingos e, em seu leito de morte, protestou contra o recebimento da extrema-unção. Suas últimas palavras antes de morrer foram "Plaudite, amici, comedia finita est" ("Aplaudam, amigos, a comédia terminou"). Com isso, ele anunciava que sua vida terminava "com satisfação e plenitude". Assim, o desfecho da vida de Beethoven reflete realmente as últimas palavras da Ode de Schiller:
Allen Sündern soll vergeben,
und die Hölle nicht mehr seyn.
("Todos os pecadores serão perdoados e não mais existirá o Inferno")
O unitarista John Pearce entusiasma-se em seus elogios à Ode:
"A música de Beethoven para a Ode à Alegria de Schiller, em sua Nona Sinfonia, talvez seja a melhor música de todos os tempos (...) O espírito do poema de Schiller reverbera profundamente com minha espiritualidade. Para mim, o sagrado precisa de uma alegria borbulhante e dançável, e precisa de ligações manifestas com nosso mundo natural. A obra as evoca com maestria. É imensamente gratificante para mim cantar 'Tu, a Deusa Alegria' e saber que minha igreja a escolheu como expressão de seu caráter". 
A doutrina do Unitarismo de Pearce diz respeito ao progressismo da Igreja Conciliar. Muitas das missas novas (se não todas elas) têm as mesmas características que ele mencionou, um sagrado que "precisa de uma alegria borbulhante e dançável". O Unitarismo, como o progressismo, professa como artigos de fé que "a razão, a consciência, a plena tolerância religiosa e a salvação universal" são os únicos desejos de Deus. Foi isso que João Paulo II fez em sua audiência geral sobre o Inferno.

O movimento progressista em favor da efeminação da Igreja está em curso. Para suavizar a noção de militância católica, ele incorporou ao seu regime o poder da poesia, da filosofia e da música seculares. O aggiornamento da Igreja em suas doutrinas, suas leis e seus costumes está a todo vapor. Por meio do seu ecumenismo e diálogo, tem exibido seu eterno feminismo e colaborado com as falsas religiões e a cultura temporal. Seu objetivo é destruir a Igreja e construir uma super-república de mundo unificado, um objetivo que se aproxima a cada dia no horizonte.

Que Nossa Senhora do Bom Sucesso aliste mais Militantes Católicos nesta guerra épica e acelere o Reinado de Maria Santíssima.

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