terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mauricio Macri, forte aliado do homossexualismo militante

Ao centro, Mauricio Macri; à direita, María Eugenia Vidal,
vice-prefeita de Buenos Aires 
O PRO (partido Propuesta Republicana), liderado pelo presidente eleito da Argentina Mauricio Macri, é um dos promotores mais ativos da bandeira LGBT.

A intuição tende a nos fazer crer que as forças do homossexualismo político estão alinhadas com os setores da esquerda progressista. Porém, nem sempre é assim. O PRO (partido Propuesta Republicana), liderado pelo presidente eleito da Argentina Mauricio Macri, é um dos promotores mais ativos da bandeira LGBT.

Desde que a lei de "casamento" entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada em 2010, a Cidade de Buenos Aires, então governada por Mauricio Macri não se furta a fazer leis que visam a favorecer a expressão de condutas homossexuais, violar gravemente os direitos das crianças e banalizar a instituição do Sagrado Matrimônio.

Em total "pedalada" ideológica, o presidente eleito passou de considerar o homossexualismo uma doença (em 1997), no que estava absolutamente correto, a governar uma das cidades mais gay friendly do mundo.

As leis e medidas promovidas pelo próprio Macri durante seu mandato como prefeito de Buenos Aires são inúmeras, entre elas:

1) Resolução N° 38 de 2012 – SSJUS. Diário Oficial Nº: 3864, “Instrui-se a Direção Geral de Registro do Estado Civil e Capacidade das Pessoas, para que, doravante, admita e inscreva filhos/as cujos progenitores sejam do mesmo sexo, nos termos da Lei Nº 26618” (Diário Oficial do Governo de Buenos Aires)

Em outras palavras, permite-se fazer o registro civil de crianças com "dois pais" e nenhuma mãe, ou com "duas mães" e nenhum pai, o que equivale a eliminar, de uma canetada, a figura paterna ou materna e corromper o direito à identidade biológica, o que é um Direito Humano básico. Neste ponto, é necessário refletir sobre o papel desempenhado sobre os ativistas de direitos humanos em relação à identidade, pois não emitiram nenhuma opinião em momento algum.

Causa muita espécie ver como, nesse aspecto, setores políticos supostamente antagônicos se digladiam para serem os primeiros na corrida pela promoção do homossexualismo e terminam se comportando como aliados. Isso fica claro na foto em que aparecem juntos Rodriguez Larreta do PRO (segundo da direita para a esquerda) e María Rachid da aliança FPV, Frente para la Victoria (segunda da esquerda para a direita), quando, graças a Macri, a Argentina foi o primeiro país do mundo a ter uma criança com "dois papais".



2) Resolução N° 99 de 2012 –SSJUS Diário Oficial Nº: 3915, “Instrui-se à Direção Geral de Registro do Estado Civil e Capacidade das Pessoas para que admita o casamento de estrangeiros não-residentes”.


Com essa resolução, os cartórios de Registro Civil da Argentina podem ser utilizados indiscriminadamente por turistas homossexuais. Além disso, a resolução se torna uma ferramenta para fingir o “casamento” LGBT em países onde ele ainda não foi aprovado. Isso ocorreu, por exemplo, com um par de militantes homossexuais uruguaios que contraíram “matrimônio” e, depois, solicitaram que seu país homologasse essa união.

Além disso, a resolução concede privilégios para os turistas LGBT, pois simplifica tremendamente todos os trâmites e a burocracia, ao passo que dos casais heterossexuais (pleonasmo intencional) que realmente desejam constituir família por meio da instituição do matrimônio exige-se uma quantidade assustadora de documentos, testemunhas e muita paciência para conseguir a data desejada.

3) Não apenas os cartórios de registro civil argentinos estão a serviço do ativismo LGBT, mas também os impostos dos contribuintes. Assim, com um projeto de lei - NO MANDATO DE MACRI, SEMPRE LEMBRANDO -, foi proposto destinar 75.000 pesos argentinos (R$ 28.807,55 ao câmbio de hoje) para financiar a “marcha do orgulho gay”.


4) Como tudo isso não bastasse, no final de 2013, sob a égide de María Eugenia Vidal, vice-prefeita de Buenos Aires, também do partido PRO, foi criado o portal “Chau Tabú”, no qual se promovem as práticas homossexuais, o sexo anal, a masturbação e o transexualismo.

Diante de todos esses fatos, caros leitores, é impressionante que militantes "católicos" continuem nas fileiras do PRO, ou que, pior ainda, o presidente eleito Mauricio Macri ou sua vice-prefeita se considerem “católicos praticantes”. Só um retardamento mental em massa explica o fato de os eleitores argentinos terem eleito um candidato de um partido que promove esses valores apodrecidos.

sábado, 21 de novembro de 2015

O flagelo da cultura de massa

Hoje em dia, praticamente todos os conceitos cabem no termo "cultura de massa", que, muitas vezes, contempla qualquer manifestação de atividades "populares". Do carnaval ao rock and roll, do jeans à coca-cola, das novelas da televisão às revistas em quadrinhos, praticamente tudo cabe no amplo guarda-chuva conceitual de "cultura de massa".

Acontece, caro leitor, que muitos que usam esse termo, quando perguntados, se perdem completamente quando alguém lhes pergunta o verdadeiro alcance dele.

Porém, antes de estudar o que é cultura de massa, precisamos definir o status quaestionis em seu núcleo e perguntar: o que é cultura? O que é massa?


1. Povo e Massa


Em sua famosa mensagem radiofônica da véspera do Natal de 1944, o Papa Pio XII, distinguiu de maneira magistral ambos os conceitos.

O povo, ensinou o papa, consiste em indivíduos que vivem e se movem com vida própria. Ele é ativo, agindo conscientemente de acordo com determinadas idéias fundamentais, das quais decorrem posições definidas diante das diversas situações.

A massa, ao contrário, não passa de um amálgama de indivíduos que não se movem, mas são movidos por paixões. A massa é sempre, e necessariamente, passiva. Ela não age racionalmente e por sua conta, mas se alimenta de entusiasmos e idéias não estáveis. É sempre escrava das influências instáveis da maioria, das modas e dos caprichos que passam.

A massa é como a areia movida pelo vento, ou o rebanho nas mãos do pastor. Movem-na apenas veleidades: o dinheiro, a facilidade, o luxo, o prazer, o prestígio.

Como animais que temem desgarrar-se do rebanho, os indivíduos que compõem a massa jamais discordam da maioria. Pergunte a um jovem se conhece determinado cantor da moda, e ele terá imensa vergonha em confessar sua eventual ignorância. Em seguida, ele procurará conhecer tal cantor, decorar suas músicas (mesmo que na verdade não as aprecie), conhecer sua história. Somente então, sentir-se-á reconfortado, pois estará finalmente “como todo mundo”.

A inserção na massa lhe impõe que se vista como os outros, que coma como os outros, que goste do que gostam os outros.

Ser, pensar, agir, estar sempre, obrigatoriamente, “como os outros” é amoldar-se inexoravelmente a esse implacável “deus” chamado “todo mundo”. É renunciar à própria individualidade, trocando-a pelo amorfo e medíocre “eu coletivo” da multidão.

Inserir-se na massa é socializar a si mesmo.

A massa é, portanto, o povo degenerado.

Pode a massa ter cultura?

2. Cultura

Alguém definiu cultura, sob o prisma individual, como aquilo que permanece após ter-se esquecido tudo o que se aprendeu.

Transplantando tal conceito para o plano coletivo, poderíamos afirmar que cultura é o resíduo, imune à ação do tempo, dos conhecimentos (lato sensu) fundamentais dos povos. A cultura de determinada civilização vem a ser, portanto, o conjunto de seus valores e conhecimentos perenes.

Como se forma a cultura de um povo?

O termo "cultura" tem sua origem na agricultura, em razão da flagrante analogia entre as etapas do cultivo de um terreno e a formação da cultura humana.

Com efeito, a cultura de um terreno pressupõe sua limpeza de toda sujeira e ervas daninhas, a aragem e o cultivo dos vegetais desejados.

A plantação deverá obedecer determinadas regras. Será preciso plantar, antes de mais nada, coisas úteis, eis que uma cultura de ervas daninhas será uma falsa cultura.

Ademais, será necessário plantar em ordem, de maneira que, por exemplo, cada cereal esteja separado dos demais, a fim de que possa receber o tratamento que mais lhe convém.

Algo análogo se passa com a formação da cultura dos homens e dos povos.

Antes de mais nada, a boa cultura exige que se limpem as inteligências de todos os erros e falsas opiniões (ervas daninhas de nossas mentes) que comprometem tudo o que nelas venha a ser plantado.

Após, será preciso “arar” nossas inteligências, habituando-as a pensar. Pois apenas estudar não significa adquirir cultura: há analfabetos mais “cultos” do que muitos eruditos.

Finalmente será chegado o momento de “plantar“, ordenadamente, verdades úteis em nossa mente.

Não basta, portanto, ao ser humano estudar, mas é preciso, antes de mais nada, selecionar aquilo que se estuda e se guarda, de modo a se conhecer coisas úteis.

Uma lista telefônica, por exemplo, está repleta de informações verdadeiras. Todavia, nenhuma utilidade traria seu estudo. Se olharmos em torno de nós, veremos com surpresa quantos há que dispersam seu tempo e inteligência com absolutas banalidades.

Além de ter por objeto coisas úteis, a formação cultural exige que se observe determinada ordem no estudo, a qual hierarquize nossos conhecimentos de forma lógica.

Assim, temos que, a cultura da enciclopédia – que posiciona os temas de acordo com sua “ordem” alfabética, e não sua importãncia ou encadeamento lógico – não pode ser considerada verdadeira cultura. Pois a enciclopédia, vasta e superficial, pode ser comparada com um oceano que uma formiga atravessaria com água pelas patas…

Visto o processo de formação cultural – que, mutatis mutandis, se aplica também à formação da cultura dos povos – cabe responder à indagação acerca da possibilidade de existência de uma cultura de massa.

É fácil perceber, tendo em vista o ensinamento de Pio XII, que a resposta somente pode ser negativa, na medida em que a massa, por definição passiva, não é capaz de cultivar – “limpar”, “arar”, “plantar” -, por si mesma, o que quer que seja.

A pseudo-cultura de massa não passa, na verdade, de um oceano de imposições ditadas pelos meios de comunicação, muitas vezes idênticamente destinadas às mais díspares regiões e povos.

Não é por outro motivo que as massas, sejam da América, Europa ou Ásia, apreciam e produzem a mesma arte, vestem as mesmas roupas, gostam das mesmas comidas. Não é por razão diversa que os estilos, as maneiras, as tradições, enfim, a cultura peculiar de cada povo vem dando lugar, em larga medida, a uma triste “standardização” universal.

Exatamente por não partir genuinamente dos povos, mas ser sempre uma imposição de cima para baixo, a pseudo-cultura se mostra indiferente e imune às profundas diferenças existentes, por exemplo, entre japoneses e italianos, ou entre norte-americanos e árabes: todos consomem os mesmos hambúrgueres e coca-colas…

Todos receberam a mesma falsa e estereotipada “cultura”.

3. Cultura Popular

Algo totalmente diverso, porém, ocorre em relação ao povo. Este tem movimento próprio, guardando seus próprios princípios e movendo-se de acordo com eles. Ao povo é dado, portanto, formar sua própria cultura, reflexo evidente das idéias fundamentais que o movem.

Ao contrário da chamada “cultura” de massa, a cultura popular tem suas raízes nas tradições, nos princípios, nos costumes, no modo de ser daquele povo.

Desta forma, cada povo produz, por exemplo, uma arte peculiar, reflexo de suas específicas qualidades, necessariamente diversa das artes de outros povos. Assim, por exemplo, houve uma verdadeira arquitetura colonial brasileira – expressão de autêntica cultura de nosso povo -, muito diferente da arte de escultores de outros povos.

4. Cultura de Elite

Mas a verdadeira cultura popular não se esgota em si mesma.

Conforme ensina o mesmo Pio XII, o povo sempre produz uma elite, formada por aqueles que se destacam nos mais variados campos.

E essa elite, naturalmente, aperfeiçoará a cultura popular. Portanto, é a cultura popular a causa eficiente da verdadeira cultura de elite, a qual não lhe é oposta, mas prolongamento natural dela, como a flor é produto da raiz.

Raiz e flor não se repelem, amam-se. A flor é o “orgulho” da raiz, pois esta é mãe daquela.

Vivaldi, Händel e numerosos outros compositores clássicos foram buscar temas para suas músicas nas canções populares de seu tempo. Não fosse a boa poesia popular, a literatura não teria Os Lusíadas ou A Divina Comédia.

A pobre massa, por sua vez, não produz elite, nem cultura. Dela somente nasce destruição da verdadeira cultura.

O pianista em Paris e os delírios da esquerda ocidental

Um pianista solitário falou ao emocional das sensibilidades ocidentais quando tocou “Imagine”, de John Lennon, do lado de fora da casa de espetáculos Bataclan em Paris, onde freqüentadores foram assassinados por terroristas muçulmanos no último fim de semana. Consta que o pianista estava assistindo à partida de futebol entre França e Alemanha quando o atentado começou. Ele disse que “sabia que precisava fazer alguma coisa”. Era seu “dever” prestar homenagem às vítimas dos atentados em Paris. Então ele dirigiu mais de 600 quilômetros durante a madrugada, de Konstanz, na Alemanha, até Paris.


Foram tiradas fotos dele em sua bicicleta a caminho do Bataclan, piano a reboque, decidido a chegar à cena da tragédia. Enquanto tocava, curiosos fizeram vídeos e tiraram fotos dele, ostensivamente por causa do nítido contraste de algo tão belo e esperançoso em meio a uma cena de tanto horror. Pessoas de todo o Ocidente choraram, aplaudiram e, em geral, compreenderam a gravitas daquele momento, exemplificado na forte mensagem do lendário Beatle...
Imagine se não houvesse países,
Isso não é difícil
Nada por que matar ou morrer,
Nem religião
Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz...
Que linda cena, não é mesmo? Nós, ocidentais, não somos uma galera da paz e misericordiosa? Éééé, nós mesmos!

O problema é o seguinte: praticamente não passou de um showzinho apresentado pelo simples prazer de perpetuar uma fantasia.

Quem é o pianista? Um tal de Davide Martello. Quando li as primeiras reportagens, tive a impressão de que ele estava lá sentado numa cervejaria, tomando sua cervejinha, quando, de repente, ele se sentiu compelido por um impulso desconhecido de viajar a Paris e fazer algo totalmente diferente, algo que ele nunca havia feito antes. Ele só precisava ir até a cena da tragédia e fazer algo belo.

Mas até isso pode, seja como for, parecer um pouco interesseiro e macabro. Afinal, o sangue nem havia sido limpo da cena do homicídio em massa que acabara de ocorrer na noite anterior. Mas, como podemos constatar, ir até cenas de destruição violenta e tocar piano é uma coisa que Davide, digamos, gosta de fazer. Ele é conhecido como o “pianista da zona de guerra”, que “viaja por áreas de conflito para tocar piano, erguendo uma barreira cultural entre os cidadãos e a opressão”. Essa "descrição de cargo" é bem abstrata, mas ele faz tão bem o que quer que esse "emprego" seja que “recebeu o prêmio cívico do Parlamento Europeu por sua ‘excepcional contribuição para a colaboração européia e a promoção de valores comuns.’”

Em resumo, não passou de um evento armado que, por acaso, ocorreu em circunstâncias mais destacadas do que, digamos, sua apresentação após os tiroteios do Charlie Hebdo em Paris no início desse ano.

Não resta dúvida alguma de que Martello acha que sua apresentação tem um valor ilimitado. mas “Eu não posso trazer as pessoas de volta”, ele disse, “mas posso inspirá-las com com música e, quando as pessoas estão inspiradas, podem fazer qualquer coisa. Foi por isso que eu toquei Imagine”. 

Se a esquerda ocidental tivesse que escolher um hino ideológico, tenho quase certeza de que seria Imagine. Apesar de sua estrutura estupidamente (lato sensu) simplista, a revista Rolling Stone declarou essa canção o “maior presente [de Lennon] ao mundo da música”, principalmente por causa da sua mensagem. A canção exprime o desejo de “igualdade absoluta criada pela dissolução de governos, fronteiras, religiões organizadas e classes econômicas”.

Se você acha que viu esses conceitos em outro lugar, está absolutamente certo. O próprio Lennon admitiu que “Imagine” é “praticamente o Manifesto Comunista”.

A canção é, ainda, imbuída de um certo ar de farisaísmo, pois as idéias que ela exprime eram na época, continuam sendo e sempre serão as únicas idéias do mundo que importam. Por que ninguém consegue ver o mundo como os comunistas e os hippies ocidentais o viam na época, e como os "iluminados progressistas" ocidentais o vêem hoje?

Talvez, a ironia de tudo isso tenha sido explicada anos atrás por Mark Steyn no livro After America, comentando sobre os famosíssimos adesivos para carros com os dizeres “IMAGINE PEACE”. Ele escreveu: “É um completo erro de imaginação, um erro disfarçado de multiculturalismo universalista, imaginar que, fora do seu casulo macio, exista realmente um mundo multicultural de pessoas tão “diversificadas” que não enxergam as coisas como você”.

Os valores encontrados no bilhetinho romântico de John Lennon para o Marxismo são o objeto de uma fantasia esquerdista ocidental, a de que, se desejarmos com muita, muita fé, as pessoas que querem nos matar acabarão milagrosamente aceitando nossa maneira de pensar e todos viverão em paz e felizes para sempre. E achar que esse acontecimento encenado traz em si alguma profundidade além da promoção dessa perigosa é puro delírio.

O mundo assistiu horrorizado essa fantasia de uma utopia multicultural européia sendo posta por terra, mais uma vez. A realidade se reafirmou de novo na forma de terroristas muçulmanos levando a destruição aos cidadãos inocentes da cidade. Uns quantos fanáticos muçulmanos de várias nações, ligados pelo ódio religioso ao Ocidente e seus valores, realizaram ataques coordenados por toda a cidade, matando mais de 120 pessoas e ferindo mais de 300.

E qual foi a reação imediata do Ocidente ao que deveria ser mais um grito de alerta? Alienar-se na sua fantasia, promovendo e celebrando reuniões públicas musicais de "paz e amor" no local onde ocorreram homicídios horríveis, campanhas de hashtags e filtros para as fotos de perfil do Facebook com a bandeirinha da França. 

O Ocidente precisa, de uma vez por todas, parar de imaginar um mundo onde todos pensem como nós e queiram o que queremos. Precisamos parar de imaginar que não há nada de prático que possamos fazer para proteger as nações ocidentais contra ataques como os que ocorreram em Paris, perpetrados por ideólogos perversos que claramente trabalham de maneira incessante e subversiva para destruir a nós e ao nosso estilo de vida porque imaginam um mundo muito diferente daquele mundo fantasiado por John Lennon et caterva.

Então, caros, vamos largar a fantasia de lado e enfrentar a realidade, começando por aqui: brecar imediatamente a importação de refugiados da Síria, um país arrebentado pela  guerra, quando sabemos de sobejo que o Estado Islâmico está infiltrando agentes de ataque entre as ondas maciças de refugiados, e não há como os processos de triagem serem confiáveis nas atuais circunstâncias. 

Concluo. Já que o busílis do meu artigo é uma canção, se os franceses precisam de uma canção para despertar o sangue patriótico e incentivar seu povo à preservar-se, reagindo à ameaça do Estado Islâmico, como comentou Rich Lowry no New York Post, o hino nacional da França, “A Marselhesa” não é nada mau: "Às armas, cidadãos! Formai vossos batalhões! Marchemos, marchemos”.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Crítica a um textim chinfrim de uma tradutora idem.

O ócio da madrugada nos leva a encontrar coisas estapafúrdias por essa internê de meu Deus! Tropecei com um daqueles textinhos cagadores de regras sobre "como ser um tradutor fodástico". Tive que ler até o fim com um vidro inteiro de Plasil preventivamente deixado à mão.

Eis a estrovenga perpetrada por uma tal de Débora Isidoro. Cliquem, leiam e voltem, se não tiverem uma síncope.


Engraçado... Tenho 44 anos, sou tradutor profissional há 18 anos, amador há 30, trabalho com 8 (sim, oito) idiomas "ida e volta" (o único deles que me foi ensinado formalmente foi o russo, na antiga União Cultural Brasil-União Soviética), nunca fiz faculdade de tradução, cursinhos de especialização, nunca fiz networking (detesto contato pessoal com gente), nunca fui a congressos, palestras, workshops e outras bossas (vide item anterior), aprendi sozinho (na unha) a usar 5 ferramentas de CAT (indo para a sexta) e, hoje, poderia dar cursos sobre elas.

Tradução é escrever, mas escrever PUTAMENTE BEM (excuse my French!), coisa que pouquíssimas pessoas conseguem, porque isso vem de berço, vem da formação na primeira infância, vem das "carcadas" que pai e mãe (e alguns professores na escola primária e secundária) deram a cada calinada ortográfica ou gramatical. Cursos, escolas, palestras, networking... nada disso vale porcaria nenhuma se a base lá atrás for deficiente. É como tentar temperar na mesa aquele macarrão cuja massa é insossa. No máximo vai "dá pa cumê". Quem aprende a traduzir por meio de "técnicas" vai traduzir feito robozinho. OK, tem muito cliente que adora isso. Paciência se andam nivelando por baixo (o que permite aos "robozinhos diplomados" bradar que suas traduções são muito bem aceitas). Mas comigo essa gente não tem vez.

Tradução implica ter uma PUTA cultura geral, o que me permitiu, em 18 anos, ser PUTAMENTE elogiado traduzindo sobre uma infinidade de assuntos. Querem exemplo? Verti para o inglês e o italiano TODAS as normas técnicas e administrativas de um grande fabricante de autopeças, lá nos idos de 1998, e, abrindo o capô de um carro, não diferençar o motor do carburador. Não sei nem trocar pneu. Aliás, nem habilitado eu sou! Nunca passei na porta de uma Faculdade de Direito, mas meus clientes que pedem traduções jurídicas acham que estou mentindo quando digo que não sou nem bacharel em Direito. Enfim, não respeito tradutor especializado em um ou dois assuntos.

Quem adora estudar teoria da tradução é capaz de produzir textos belíssimos SOBRE tradução. Mas o mercado quer TRADUÇÃO, não "META-TRADUÇÃO". Com três parágrafos eu já destruí mestres e doutores em tradução que ousaram me criticar. Tradutor que se mete com teoria da tradução é que nem aquele piá balofo de prédio que aprende a jogar futebol em escolinha e, depois, papai arruma (paga) vaga num time profissional de segunda divisão.

Este parágrafo é interessante, #sqn:

"A troca de conhecimento e experiências enriquece muito o exercício da profissão e anima, provoca novas ideias e alimenta o entusiasmo, além de abrir caminho para novas amizades e atividades sociais."

No caso de tradutores verdadeiramente e naturalmente talentosos (como eu), nada disso se aplica.
  1. Eu cheguei a um ponto que não tenho absolutamente nada a aprender com ninguém, muito menos pegar "novas idéias". Traduzir é traduzir desde a época de São Jerônimo. O que muda é a ferramenta usada. Tudo o que eu quero aprender, aprendo sozinho, e com vantagem.
  2. "Novas amizades" com tradutores? Prefiro fazer cosplay de Prometeu (aos que não são chegadinhos em Mitologia Grega - e deveriam ser -, prefiro que uma águia coma meu fígado por toda a eternidade). Tradutor não é meu amigo, é meu concorrente. Mas, pensando melhor, não existe concorrente à minha altura no mercado.

Pensem em mim como um corredor velocista que entra numa maratona e consegue chegar nos 21 km em menos de meia hora e pára para descansar, enquanto o resto está lá estrebuchando. Se e quando o resto estiver chegando perto, ele dá outro "sprint" e pára a um passo da linha de chegada. Esse sou eu na tradução. Não tenho concorrentes à altura. No máximo um ou outro enchedor de saco.

Já entrei pronto no mercado. Olhando minhas traduções de quase 20 anos atrás, elas eram infinitamente melhores do que as de muito tradutor "antigão" (à época).

Mademoiselle Isidoro, após ler seu texto, veio-me à mente a seguinte imagem:


(Se não sacou a piada, procure e assista o episódio 104 da 6ª temporada de "Bob Esponja"). Podia também citar o Zeitgeist daquele conto "2081", do Kurt Vonnegut, Jr., transformado no belíssimo telefilme Harrison Bergeron, mas a humilhação seria demais para você.

Guardai para vida, pequenos gafanhotos: tradutor bom já nasce feito e faculdade e curso não forma tradutor decente. Os que saem decentes de uma faculdade já entraram nela assim.

Portanto, respondendo à pergunta do título do artigo da "coleguinha", conhecimento é de graça. Pagar por conhecimento é a mesma coisa que pagar por sexo. Sacaram?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Musicaniversário

Querida leitorada de mon p'tit cœur, pausa para assuntos musicais.

Há MUITO tempo eu acho uma estupidez faraônica entoar o Parabéns a Você em festas de aniversário de pessoas acima dos quatro anos de idade. "Ora, Andy, então o que entoar em homenagem ao aniversariante?".

Deixo aqui uma singela sugestão de músicas para tocar no seu aniversário. Vem da Espanha dos anos 80. Nacha Pop, "Puertas Abiertas". Rockão do bom. Aproveitem!


Vas a cumplir un año más,
Es un día especial.
Tus amigos y enemigos van a hacerte recordar.
Y respirar antes de hablar,
Sin saber lo que decir.
De un instante a un momento,
Luego todo un porvenir

Piénsate bien que vas a hacer
Una buena juerga o desaparecer
Es tu día de suerte

Puertas abiertas a un año más
Una ventana en el tiempo

Una ocasión, otra ilusión te esperan sólo a ti

Puertas abiertas a un año más.
Puertas abiertas a algún lugar para ti

Arréglate, sonríete, si el espejo has de romper
trozo a trozo tu sonrisa tienes ahora que esparcir.
Vas a encontrar algo que amar,
No, no lo hagas esperar.
Regálale tu ser de ser feliz con él
Sin llegar a usar la red.




segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O Charlie Hebdo defende a civilização Ocidental

É adequado e gratificante que os terroristas islâmicos que assassinaram doze pessoas, o editor-em-chefe e sua equipe no escritório da revista humorística Charlie Hebdo (CH) em Paris no dia 7 de janeiro de 2014 - num atentado bem-planejado, armados com fuzis Kalashnikov - tenham sido mortos dois dias depois pela polícia francesa. Ainda mais animador é o fato de que a revista, reagindo aos brutais assassinatos dos seus colegas, esteja planejando uma tiragem de um milhão de exemplares na próxima edição, um número muito maior do que a tiragem normal de 60 mil exemplares. É um sinal de que os assassinos islâmicos não venceram.

Fica claro que o massacre foi um ato deliberado de intimidação, um atentado à liberdade de expressão de um periódico que satirizou o Islã e seu fundador, bem como outras religiões. O CH não se intimidou nem se refugiou na autocensura ou no medo de enfrentar ainda mais ameaças de morte, atentados à bomba e assassinatos.

A revista ganhou fama mundial. Poucos entre nós têm a coragem e a valentia da equipe do CH ou a disposição de assumir graves riscos de morte ou ferimentos. Posso e devo registrar que este blog tem os mesmos valores do CH em relação à liberdade. No mínimo, cabe a cada leitor do Alto da Goiabeira aplaudir a coragem do CH, demonstrar solidariedade à revista e comprar pelo menos uma cópia da próxima edição.

Duas questões essenciais que dizem respeito ao massacre devem ser encaradas. Uma é o caráter significativo da liberdade de expressão e ação. A outra são as armas de uso militar dos assassinos e suas ligações com a religião que, segundo eles, estavam vingando.

Toda pessoa racional sabe que o Charlie Hebdo (CH), mesmo sendo às vezes tosco, imprudente, ofensivo e indiscreto, exemplifica a liberdade de expressão, uma peça essencial da sociedade francesa e de qualquer outra sociedade democrática. Na terra de Voltaire, o CH se sentia à vontade para falar de maneira polêmica e, às vezes, com gosto duvidoso. Ele apoiava o princípio de que a liberdade de expressão não foi estabelecida para proteger o discurso bem-comportado, mas significa muito mais quando diz respeito a expressões heterodoxas que causam divergência e até mesmo raiva.

Em seus comentários na edição nº. 63 de O Federalista (The Federalist Papers), James Madison, quarto presidente dos Estados Unidos, mencionou o problema do extremismo. “[a] liberdade”, ele escreveu, “pode ficar em perigo pelos abusos da liberdade, bem como pelos abusos do poder”. Em geral, um argumento desse tipo implica que não devemos tolerar o tipo de intolerância que provoque uma reação violenta. Boa parte dos grandes meios de comunicação brasileira e mundial sobre o CH insinuou (ou disse abertamente) que a revista deveria ter exercido o bom senso que pretende desferir um golpe em favor da liberdade, mas deliberadamente provocou os muçulmanos.

Grande parte dos comentários sobre os brutais assassinatos tem sido inconveniente por vários motivos. Primeiramente, o assassinato em massa de redatores e cartunistas que exerciam seu direito de livre expressão não pode ser desculpado ou explicado com base na falta de “bom senso”. Absurda ou não, a liberdade de expressão não deve ser limitada, salvo em casos excepcionais de segurança. É preciso ter cojones para defender a livre expressão.

Os assassinos têm sido corretamente denominados “terroristas”, mas nem sempre sua religião é mencionada, Quando a imprensa diz que os terroristas eram muçulmanos, a conclusão predominante é que os crimes foram cometidos por três homens que eram muçulmanos, não pela comunidade muçulmana nem em virtude de sua religião islâmica. Naturalmente, é válido afirmar que a comunidade muçulmana não pode ser coletivamente culpada. No entanto, o essencial é que os assassinos nos disseram que os crimes foram cometidos em nome de Alá, Allahu Akbar, e que estavam vingando a honra do Profeta Maomé.

O atentado terrorista foi islâmico, perpetrado em nome do Islã radical. Mesmo que seja verdade que o Estado Islâmico e esses dois terroristas específicos não representem corretamente o “Islã”, não se pode negar que só tem ocorrido terrorismo islâmico no mundo: Nova Iorque, Londres, Paris, Fort Hood, Glasgow, Bruxelas, Peshawar, Bombaim, Israel, Somália, Nigéria, Mali, Dinamarca, Madri, Iraque e Síria.

O verdadeiro problema que diz respeito ao massacre, o problema que confronta o mundo, não é simplesmente defender o princípio da liberdade de expressão, por mais importante que ele seja. O problema fundamental é como lidar com a ameaça islâmica à civilização e ao modo de vida Ocidentais. Numa coluna reveladora publicada no USAToday em 8 de janeiro de 2015, uma pessoa chamada Anjem Choudary, identificada como "clérigo muçulmano radical", escreveu que os assassinatos no CH se justificavam pelo Direito islâmico. A punição rigorosa por fazer piada com o Islã e o Profeta Maomé, segundo ele, é a pena capital implementada por um Estado Islâmico. “Isso é porque o Mensageiro Maomé disse 'Quem insultar um Profeta deve ser morto'”,

Os acontecimentos no CH trazem à tona, mais uma vez, o perturbador problema da falta de diálogo verdadeiro entre os muçulmanos e os outros sobre a religião e a liberdade de expressão, e o choque de civilizações entre os países islâmicos e o mundo Ocidental democrático. Mesmo quem nega a validade de qualquer choque não pode desculpar o impulso cada vez mais afirmativo dos fundamentalistas islâmicos e sua implementação através da violência e da instalação de um governo regido pela Xariá (Direito islâmico) nas áreas que eles controlam.

A grande mídia tem se ocupado indevidamente com uma possível conseqüência dos assassinatos, ou seja, um reação que fortalecerá os partidos europeus que pedem controles de imigração ais rigorosos. Ela expõe sua preocupação com um possível aumento da hostilidade dos europeus contra os muçulmanos e com o aumento da “islamofobia”, uma doença inventada pelos religiosos árabes, mas que ainda não figura nos compêndios médicos.

Parte da imprensa teme que partidos e grupos políticos europeus como o Front Nationale francês (liderado por Marine Le Pen), o Partido da Liberdade holandês (liderado por Geert Wilders), a Liga Norte italiana (liderada por Matteo Salvini), e o Partido do Povo dinamarquês (liderado por Kristian Thulesen Dahl) ganhem mais força políticas. Esses partidos, junto com muitas pessoas nos países europeus, já estão perturbados com o crescimento veloz do Islã na Europa, mais veloz do que qualquer outra religião. Atualmente, há mais de 45 milhões de muçulmanos na Europa: a população muçulmana corresponde a 10% da população de Paris, 20% de Estocolmo e 25% de Birmingham.

Duas coisas preocupam os europeus. Uma é o fato de que, em muitos casos, especialmente na França, os muçulmanos não estão integrados e, aparentemente, não estão preparados para se integrar à comunidade em geral. A outra é o problema criado pelos milhares de muçulmanos que saíram dos países europeus onde residiam para ingressar como combatentes nas fileiras do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Esse envolvimento não tem a desculpa de ser causado por fatores como as altas taxas de desemprego, a lentidão do crescimento econômico da Europa, a proibição do uso de burcas, a noção de injustiça num mundo em que eles fracassaram, ou uma suposta busca pela identidade que eles não conseguem achar na França e em outras partes da Europa. Os países da Europa Ocidental e, agora, os Estados Unidos, sabem não apenas que falta aos jihadistas nascidos em países europeus (como os assassinos do CH) a fidelidade a esses países, como também o perigo de atentados a alvos de grande repercussão por esses jihadistas que voltaram de suas atividades na Síria e no Iraque.

É importante dizer que há uma diferença abissal entre os imigrantes muçulmanos e os de out ros grupos. Alguns dos últimos, como os grupos minoritários nos EUA, talvez não desejem ser plenamente integrados à sociedade nacional, mas aceitam as regras gerais e respeitam o ordenamento jurídico do país. A triste realidade é que muitos muçulmanos não fazem isso, e não apenas se recusam a aceitar a validade das regras da sociedade em que vivem, mas também estão preparados para agir contra elas.

Depois do massacre no CH, o mundo finalmente ficou sabendo que os jihadistas muçulmanos não são apenas uma seita militante, como insinuou o Secretário de Estado norte-americano John Kerry em setembro de 2014, mas sim um risco real e palpável à civilização Ocidental.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Saiba por que os jihadistas massacraram redatores e cartunistas de uma revista humorística francesa

A revista francesa Charlie Hebdo, atacada nesta quarta-feira por atiradores muçulmanos, tem uma longa tradição de fazer piada com as religiões, inclusive com o Islã.

Sua capa mais recente fez uma piada sobre o novo romance do escritor Michel Houellebecq, "Submissão", que especula sobre um futuro no qual a França elegerá um presidente muçulmano. Desde o lançamento do livro, muita gente tem afirmado que “Submissão” é islamofóbico, embora Houellebecq tenha dito que “uma aliança entre católicos e muçulmanos é possível”, e que os jihadistas são maus muçulmanos”.

A revista também publicou ontem um cartum do líder do EI Abu Bakr al-Baghdadi no seu Twitter.

No ano passado, grupos islâmicos tentaram processar a revista por blasfêmia, por publicar uma capa com a seguinte legenda, “[o Corão] não é à prova de balas”. O site da revista também foi invadido em 2012 e sua redação foi alvo de bombas incendiárias em 2011. Ambas as ações foram motivadas por materiais deliberadamente escandalosas a respeito de Maomé, o Profeta do Islã.

A revista também faz críticas contra a direita católica francesa, muitas vezes expressas por meio de paródias de Jesus, Maria, o papa e outras figuras católica. A capa da semana passada prometia “A Verdadeira História do Menino Jesus”, com base em narrativas sobre a infância de Jesus que não fazem parte do cânone bíblico. No cartum, o Menino Jesus aparece em destaque entre as pernas de sua mãe, afastadas como se estivessem numa mesa ginecológica.

Um dos cartunistas assassinados ontem, cujo nome artístico era “Charb,” disse que o objetivo da revista era “banalizar tanto o Islã quanto o o catolicismo” para que fosse aceitável investigá-lo e ridicularizá-lo.

Charb (Stéphane Charbonnier) estava sob proteção policial desde que começou a figurar numa lista de “procurados” da Inspire, a revista digital da al-Qaeda na Península Arábica. Ele foi amplamente citado durante a polêmica de 2012 por dizer “Eu prefiro morrer em pé a viver de joelhos”. Além de Charb, outros três cartunistas foram mortos no atentado desta quarta-feira.

A maioria das interpretações do Islã proíbe qualquer representação visual de Maomé, e muitos países de maioria muçulmana têm leis contra a “difamação da religião”. Países europeus com populações muçulmanas consideráveis têm feito acalorados debates sobre liberdades civis e segurança nos últimos anos.

Calcula-se que entre 5% e 10% da população da França seja muçulmana, ao passo que, no Brasil, essa proporção não chega a 0,02% (aproximadamente 35 mil pessoas, pelo Censo de 2010).

Os atiradores gritaram “Allahu akbar” (Alá é grande) e “O Profeta está vingado” durante o atentado. Analistas de terrorismo também observaram que os atiradores mostraram o dedo indicador levantado, o que significa a ênfase do Islã da unicidade de Deus. Esse gesto aparece muitas vezes em vídeos de propaganda do grupo terrorista Estado Islâmico.

Nos vídeos, os homens pareciam estar calmos e compostos e não faziam disparos desnecessários, demonstrando que estavam bem-treinados para o atentado, ao contrário do estilo desorganizado, muitas vezes improvisado, dos recentes atentados islâmicos no Ocidente, como o incidente com reféns em Sydney, na Austrália, no mês passado.