sábado, 13 de julho de 2013

Liçãozinha sobre tributação

Diante do que ouvem dos sedizentes especialistas, as pessoas não podem ser culpadas por sua ignorância e confusão. Se uma dona de casa média precisa fazer malabarismo com seu orçamento incompreensivelmente minguante e vê um magnata num carro importado, blindado, prateado, com chofer (putz, sou velho!), ela pode muito bem pensar que só o prendedor de gravata do magnata resolveria todos os problemas dela. Ela não tem os instrumentos intelectuais necessários para saber que, se todos os luxos de todos os magnatas fossem expropriados, essa expropriação não alimentaria sua família, nem milhões de famílias semelhantes por uma semana sequer; nem tem ela como saber que o país inteiro morreria de fome no primeiro dia da semana seguinte. Ela não tem como saber essas coisas porque todas as vozes que ouve da hegemonia esquerdista dizem que devemos afogar os ricos na privada e puxar a descarga.

Ninguém diz à dona de casa que os impostos escorchantes incidentes sobre os ricos (e dos pequenos empresários) não vão sair do que eles gastam em bens de consumo, e sim dos seus investimentos de capital (ou seja, da sua poupança); esses impostos se traduzem em menos investimentos, ou seja, menos produção, menos empregos, preços mais altos por produtos mais escassos... e, quando os ricos precisarem diminuir seu padrão de vida, não existirá sequer padrão de vida para a nossa dona de casa, nem poupança, nem o emprego do marido dela, e nenhum poder no mundo (poder econômico, bien entendu) será capaz de ressuscitar as indústrias mortas (não existirá mais esse poder).

Entenderam?