quinta-feira, 30 de maio de 2013

Visão objetivista sobre a caridade

Amáveis leitores, hoje publico a tradução de algumas opiniões de Ayn Rand sobre a questão da caridade. Observem que eu assino embaixo de cada uma dessas opiniões.

Quem souber inglês e quiser conferir o original, eis o link: http://aynrandlexicon.com/lexicon/charity.html

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"Minha opinião sobre a caridade é muito simples. Eu não a considero uma virtude essencial e, sobretudo, não a considero um dever moral. Não há nada de errado em ajudar outras pessoas se e quando elas forem dignas de ajuda e se for viável ajudá-las. Considero a caridade uma questão periférica. O que combato é a idéia de a caridade ser um dever moral e uma virtude fundamental.

Entrevista à Playboy, março de 1964

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O fato de ninguém ter direito ao que é dos outros (ou seja, de ninguém ter o dever moral de ajudar alguém e de ninguém poder exigir ajuda como um direito) não exclui nem proíbe a boa-vontade entre as pessoas e não faz com que seja imoral oferecer ou aceitar assistência voluntária ou sacrificatória.

Foi o altruísmo que corrompeu e perverteu a benevolência humana, considerando o doador um objeto de imolação e o beneficiário um objeto digno de pena que detém uma hipoteca sobre as vidas dos outros, ou seja, uma doutrina extremamente ofensiva para ambas as partes, que não deixa às pessoas nenhuma opção além dos papéis de vítima de sacrifício ou de canibal moral.

Ao avaliar a questão por sua perspectiva correta, deve-se começar por rejeitar os termos do altruísmo e todo o seu horrível ressaibo emocional e, depois, examinar as relações humanas por um prisma diferente. É moralmente correto aceitar ajuda quando ela é oferecida não como um dever moral, mas como um ato de boa-vontade e generosidade, quando quem a oferece tiver condições de fazê-lo (ou seja, quando a oferta não implicar abnegação de sua parte), e quando a ajuda é concedida em contrapartida das virtudes de quem a recebe, não em contrapartida de seus defeitos, suas fraquezas ou de suas falhas morais, e não com base na sua necessidade em si.

"A questão das bolsas de estudo"
The Objectivist,  junho de 1966, 6

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O método correto para julgar quando ou se alguém deve ajudar outra pessoa consiste em consultar o interesse próprio racional e sua hierarquia de valores: o tempo, dinheiro ou trabalho concedidos ou o risco assumido devem ser proporcionais ao valor da pessoa em relação à felicidade de quem ajuda.

Ilustro isso com o exemplo preferido dos altruístas: a questão de salvar uma pessoa que está se afogando. Se a pessoa a ser salva for desconhecida, é moralmente correto salvá-la quando o perigo para a vida de quem realizará o salvamento for muito pequeno; quando o perigo for grande, seria imoral tentar o salvamento: apenas a falta de amor-próprio permitiria que a pessoa não valorizasse mais a própria vida do que a de um estranho qualquer. (Por outro lado, se uma pessoa estiver se afogando, ela não pode ter a expectativa de que um estranho arrisque sua vida pelo bem dela, lembrando que a vida dessa pessoa não pode ser mais valiosa para o estranho do que para ela mesma).

Se a pessoa que precisa ser salva não for desconhecida, o risco que alguém deve estar disposto a correr será maior na proporção do tamanho do valor da pessoa para quem realizará o salvamento. Caso se trate da pessoa amada, é possível que exista a disposição de dar a própria vida para salvá-la, pelo motivo egoísta de que a vida sem a pessoa amada poderia ser insuportável.

"A ética das emergências"

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A pequena minoria dos adultos que não têm capacidade (e não dos que não têm disposição) de trabalhar precisa depender da caridade voluntária; uma fatalidade não concede a ninguém o direito ao trabalho escravo; não existe direito a consumir, controlar e destruir as pessoas sem as quais seria impossível sobreviver.

"O que é o Capitalismo"

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sobre Colégios Militares

Leio vários portais de notícias todos os dias pela manhã, e os leio com olhos de garimpeiro, olhos apurados e calibrados para identificar pepitas de ouro.

Nós, blogueiros, precisamos dessa visão calibrada para identificar boas notícias, que são raríssimas. Pois bem, achei uma no Correio do Povo, de Porto Alegre. Leiam-na. Continuo em seguida.



Voltei.
Essa gurizada (nada fandangueira) ganhou quatro medalhas de ouro e duas de prata. Aí eu fico a me perguntar por que os alunos dos colégios militares são os melhores? Porque são regidos, basicamente, por dois princípios indispensáveis para o sucesso na vida: DISCIPLINA INCONDICIONAL e MERITOCRACIA. Em outras palavras, a cada um segundo suas obras. Aos melhores, a aclamação, a distinção, os prêmios. Aos demais, a admoestação e a devida correção.

Na minha visão de mundo (aliás, a mais correta e justa que existe), quem não se alinhar aos princípios da disciplina e da meritocracia merece perecer e ranger dentes.

Todos temos lido e ouvido ultimamente histórias arrepiantes sobre da falta de respeito e disciplina dos alunos nas salas de aula, especialmente por parte dos "graudinhos", ou seja, daqueles filhos de pais que não passam de les rois de la merde: papai dono de loja, de empresa, algum doutorzinho zé-bunda,  que chegam grimpando no colégio. Me refiro principalmente aos colégios particulares, que passaram a ser meras instituições comerciais. Por instituições comerciais, os pais são clientes, e o cliente sempre tem razão. Acontece o diabo em sala de aula, os professores perderam a autoridade, e tudo isso dá no que vemos pela aí nas ruas.

Longa vida aos colégios militares do brasil. DISCIPLINA E MERITOCRACIA!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Me corrigir? É ruim, hein?

Hoje eu não tinha programado nenhum post (gosto de cozinhá-los bem antes de pôr na mesa), mas este aqui chega meio de supetão porque, no Twitter, acabei de tomar uma pisada no dedão daquelas de arrancar a unha. Será um post no melhor estilo "metralhadora".

Tuitei um comentário sobre a impossibilidade de haver vinhos de qualidade realmente boa no Brasil, e acabei usando a palavra "oxímoro".

Seguidora, muito bem-intencionada, mas remplie d'elle-même, chega me chamando pelo nome e me corrigindo, afirmando ex cathedra e um tanto condescendentemente que a palavra "oxímoro" não tem acento. Vejam a interação (vou preservar a arroba e o nome da moça porque hoje estou muito generoso. Não devia, mas é o meu "pacote de bondades" do dia):


O, pulchra puella e amáveis leitores deste blog: o Twitter não é o foro adequado para uma explicação etimológica detalhada, por isso a explicação vai aqui.

A forma "oximoro" (sem acento) está registada em Rebelo Gonçalves, além de ser a forma preferida no recente dicionário Houaiss (pelo latim: "oxymorum", com o segundo "o" longo).

Entretanto, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa foi buscar a acentuação tônica "oxímoro" no étimo original grego ὀξύμωρον (oksýmoron). Não se trata, com efeito, de um hiperbibasmo (deslocamento do acento tônico), pois esse acento é perfeitamente justificável, embora controverso.

Nessa disputa, considero mais legítimo o étimo grego nas palavras latinas dele provenientes, ao contrário da corrente dominante que afirma que o fato de o termo chegar ao português através latim exige o étimo latino (e sua respectiva acentuação).

Percebam, meus filhos, que a malfazeja "Nova Ortografia" não faz recomendações quanto a esse tipo de escolha (prefere tratar de coisas mais supinas e cosméticas). Quando muito, indica que, se escolhermos a proparaxitonia, devemos escrever com acento gráfico na sílaba tônica.

Para finalizar, meus queridos, é MUITO complicado me corrigir. É praticamente impossível. Quem quiser tentar, que venha muito bem armado com argumentos irretorquíveis. Caso contrário, posso não ser tão bonzinho quanto fui agora.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Fundamentos da intolerância esquerdista: loas ao jogador gay da NBA, ofensas ao comentarista cristão da NBA


Jason Collins, pivô do Boston Celtics, saiu do armário, declarando publicamente ser um atleta gay, sendo um dos primeiros a fazer isso em uma liga esportiva profissional americana. A grande mídia esquerdista e os defensores dos gays o chamaram de "herói" e aplaudiram a "coragem" de seu anúncio público através da Sports Illustrated.

No entanto, a festa deles foi interrompida quando Chris Broussard, respeitado comentarista de basquete da ESPN, expôs seu ponto de vista cristão. Broussard, um cristão devoto, simplesmente expôs seu ponto de vista religioso e, em troca, os críticos esquerdistas, gays e politicamente corretos praticamente o apedrejaram.

Broussard disse simplesmente, “Sou cristão, não concordo com a homossexualidade… Acho que é um pecado, e que o sexo fora do casamento entre um homem e uma mulher também é”. Ele prosseguiu: “Quem vive abertamente em pecado impenitente… anda em rebelião explícita contra Deus e Jesus Cristo”.

Dirigindo-se aos que o criticam e o chamam de “fanático” e “intolerante”, Broussard respondeu e mencionou que tem amizade com um destacado jornalista esportivo gay, LZ Granderson. Ele disse: “Assim como posso tolerar alguém de cujo modo de vida eu discordo, [Granderson] pode tolerar minhas crenças. Ele discorda das minhas crenças e do meu modo de vida, mas a verdadeira tolerância e aceitação implica ser capaz de lidar com isso como adultos maduros, e não criticar e xingar um ao outro”.

Entretanto, a grande mídia esquerdista ignorou a explicação diplomática de Broussard sobre seus pontos de vista religiosos e fez exatamente o que Broussard considerou intolerância: o xingou e o criticou.

Assistam ao vídeo: